António-Pedro
Em fluxo permanente entre sons, imagens e desejos, sou fazedor de músicas, filmes e objetos artísticos nem sempre classificáveis que misturam o que vejo, o que sinto e o que não sei ainda.
música
Comecei a tocar percussão aos quinze anos e um mês depois estava num palco a fazer a banda-sonora de uma peça de teatro. Esse nascimento enquanto músico marcou a minha forma misturada de tocar e compôr e a forte relação da minha música com outras artes.
Em projetos de improvisação, bandas ou gravações, tenho colaborado com muitos músicos e músicas que admiro: Alban Hall, Anna Piosik, Eduardo Raon, João Afonso, João Lucas, João Paulo Esteves da Silva, Jon Luz, Margarida Mestre, Moz Carrapa, Pedro Gonçalves, Ricardo Jacinto, Ricardo Freitas, Sérgio Pelágio e Zé Eduardo, entre outros.
Compus bandas-sonoras para filmes de Ivo M. Ferreira, Leonor Noivo, Cláudia Rita Oliveira, Edgar Medina, Margarida Leitão e espetáculos de Filipa Francisco, Vera Mantero, Ainhoa Vidal, Cie Sac a Dos (Be), Turak (Fr), Companhia Caótica, Teatro Meridional.
filmes
Apaixonei-me por cinema enquanto estudava sociologia na faculdade. Realizei o meu primeiro filme com o Ivo M. Ferreira, em Macau, onde vivi: “O homem da bicicleta” (Melhor Documentário Caminhos do Cinema Português).
Entre o documentário e o cinema do real, realizei cerca de dez filmes, entre os quais “Carta Branca”, “Nzila Ngola” (Melhor Curta no FestIN) e a longa “Mississipis”, estreada comercialmente em 2025.
Alguns deles estão em museus, outros passaram em festivais nacionais e internacionais como o Curtas Vila do Conde, ShortCutz, Indie Lisboa e Festival Internacional de Films de Fribourg.
Mississipis (2024) trailer
Carta Branca (2021) trailer
projectos multidisciplinares
Desde o início que a minha prática passa pela transdisciplinariedade com outras artes e com outras áreas do saber, como é presentemente o caso de NORQUESTRA, onde entrelaço música improvisada com neurociências - estreia no CCB em Outubro de 2026.
Entre instalações vídeo, arte sonora e arte participativa, tenho explorado a relação imagem-som, muito em particular em projetos de cinema expandido, onde cruzo, ao vivo, fotografia, vídeo, música e artes performativas.
“Sopa nuvem” (prémio Melhor espectáculo MOMIX 2014), “Crevescer”, “My Macau”, ou “4 OLHOS” (encomenda do Centro de Arte Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian) são algumas das minhas criações multidisciplinares. A biografia e a autobiografia estão presentes em muitos destes trabalhos no seu sentido existencial e político: como é que uma vida, seja a minha ou a de outros, universaliza e problematiza o devir das sociedades e dos indivíduos?